sábado, dezembro 31, 2005

 

Pensando enquanto dança*


Quem gosta do diretor excêntrico Tim Burton, provavelmente vai saber que o Danny Elfman é o compositor “oficial” das trilha sonoras de seus filmes. Mas não é dessa parceria de sucesso que irei falar, e sim do antigo grupo musical de Elfman – Oingo Boingo.

Foi com um grupo de teatro chamado "The Mystic Knights of Oingo Boingo" que tudo começou. Em 1977, a trupe formada por Danny Elfman - vocais, guitarra, percussão e programação, Steve Bartek - guitarras, Kerry Katch - baixo, Rich Gibbs - teclados, Johnny Hernandez - bateria, Dale Turner - trompete, trombone, Sam Phipps - sax tenor, Leon Schneiderman - sax barítono, se apresentam nas ruas e programas de televisão. Com uma mistura bastante diferente de instrumentos, o grupo resolve levar adiante o projeto e em 1979, encurtam o nome da banda para apenas “Oingo Boingo”.

No ano seguinte, eles assinam um contrato com o selo IRS, lançado logo em seguida um EP. Em 1981, gravam o primeiro LP intitulado “Only a Lad”, que não faz muito sucesso comercial. Os dois álbuns seguintes conseguem emplacar alguns hits nas famosas pistas de dança dos anos 80, alguns sucessos são Private Life de Nothing to Fear e Wake up, It's 1984 do álbum Good for your Soul. Durante o período de 1984 a 1985, o baixista Kerry Catch saí da banda e Johnny “Vatos” Hernandez, mais conhecido como John Ávila fica no lugar de Catch, permanecendo até o final da banda. Quem saí depois é o tecladista Richard Gibbs e em seu lugar entra Mike Bacich, que depois de gravar dois discos também saí da banda. Para ficar no lugar de Bacich, entra Carl Graves que sai depois de gravar o disco “Dark at the end of the tunnel”. Durante esse tempo, Elfman lança o seu primeiro disco solo (em 84) e começa a dedicar-se mais nas trilhas sonoras cinematográficas.

Saídas à parte, vamos aos álbuns:

Em 1985, o álbum mais conhecido do grupo é lançado com o nome “Dead Man’s Party” e várias músicas do disco fazem um grande sucesso, incluindo a “Weird Science” que é o tema do filme Mulher Nota Mil. Outro sucesso é “Stay”, que até hoje é muito famosa, sem contar a própria “Dead Man’s Party”. Em 1987, entra um novo integrante, o guitarrista Warren Fitzgerald e é lançado o álbum Boi-ngo. Um hit de sucesso desse disco é “Just Another Day”.

Logo em seguida o duplo ao vivo “Boingo Alive” é lançado em 1988. Em 1989 é a vez do “Skeletons in the Closet” que vem com sucessos como “Skin”, “Flesh'n Blood, When the lights go out”.

Em turnê do disco “Dark at the Wnd of the Tunnel”, o Oingo Boingo vem em Março de 1990 para o Brasil e se apresentam com um grande público. A coletânea “Best O’Boingo” saí em 1991.

Depois de 3 anos separados, o grupo volta e lança o álbum “Boingo”, que diferencia-se dos demais álbuns por ser mais maduro. As músicas “Insanity”, “Mary” e o cover de “I’m the Walrus”, dos Beatles fazem grande sucesso. Em 95 outro disco duplo ao vivo é lançado e intitulado de “Farewell”, este é mais agitado do que os outros álbuns. Por último, mais precisamente em 1999, a coletânea dupla Anthology é lançada e vem as músicas que representam cada fase do Oingo Boingo.

Hoje em dia, Elfman é um dos bem mais sucedidos compositores do cenário cinematográfico. Já chegou a ganhar prêmios como o Grammy (Oscar da música) pelo tema de “Batman”, e também já recebeu duas indicações ao Oscar pela trilha sonora dos filmes “Homens de Preto” e “Gênio Indomável”. Outro trabalho de grande sucesso é o tema de abertura do desenho “The Simpsons”. Praticamente todos os filmes de Tim Burton, Elfman mostra sua competência e deixa seu talento e, até mesmo sua voz registrados (Estranho Mundo de Jack , Elfman canta e dubla o personagem de Jack Skellington e mais recentemente, no Noiva-Cadáver, apenas cantando).

*O título deste texto, nada mais do que é, a tradução da expressão Oingo Boingo (da língua Swahili, predominantemente falada na Uganda).



Foto Retirada Revista Mabuse

sábado, dezembro 17, 2005

 

Nada de subestimação!


Ao lançar a turnê “Drowned World”, Madonna foi subestimada. Diziam que esta seria sua última grande turnê, a insuperável e a que revelaria o cume do topo que a cantora poderia alcançar. Madonna, por sua vez, não só fincou sua bandeira no topo dessa montanha como, a partir da “Drowned World”, passou a escalar o próprio céu.

A “Drowned World Tour” compreendeu, em sua maioria, os maiores sucessos dos dois álbuns mais recentes de Madonna lançados até o ano de 2001 - “Ray Of Light” (1998) e “Music” (2000). Das 22 canções que compuseram o show, oito provieram de “Music” e seis de “Ray Of Light”. O restante foi composto de sucessos mais antigos da cantora, como “Beautiful Stranger” (trilha sonora do filme “Austin Powers 2 – O Agente Bond Cama”), “Human Nature” e “Secret” (do CD “Bedtime Stories”, de 1994), La Isla Bonita (do CD “True Blue”, de 1989) e a estonteante “Holiday”.

Um dos elementos que mais chamam a atenção, durante todo o decorrer do show, é as mudanças de cenário e figurino. Tudo começa em um ambiente “punk”, com dançarinos devidamente caracterizados, e momento este no qual Madonna canta seus hits mais eletrizados, como “Impressive Instant”, “Candy Perfume Girl” e “Ray Of Light”. Em seguida, tudo muda. Do pretensioso “punk”, o palco se locomove às tradições japonesas, e os dançarinos incorporam o espírito disciplinado e lutador dos orientais. Madonna, por sua vez, também se transforma: da punk loira de roupa quadriculada, a cantora surge vestindo um longo kimono e uma peruca preta. Nessa parte do espetáculo, canta-se as canções mais leves e introspectivas, como “Fronzen”, “Nobody’s Perfect” e “Sky Fits Heaven”. O ponto alto do momento oriental do show é justamente nesta última canção, na qual a coreografia da música é uma homenagem direta aos combates encenados em filmes japoneses, que apresentam lutadores que lutam e voam ao mesmo tempo.


Para quem achava que nada mais era possível, há então a surpresa de um terceiro momento do show: Madonna deixa de lado o figurino e cenário japonês, e parte para o velho oeste, onde são apresentadas, em sua maioria, canções do CD “Music”. Nesse instante, Madonna não traz grandes coreografias, mas consegue envolver todo o público num clima de músicas lentas, com base apenas no violão, como “Gone”, “Secret” e “I Deserve It”. Este é um dos momentos mais calmos de todo o show. Há ainda o quarto momento, que é, diga-se de passagem, a pior parte de todo o espetáculo. Madonna encarna então o figurino espanhol, cantando “La Isla Bonita” e “What It Feels Like For A Girl” em versão na língua espanhola. Nada memorável.


Por fim, Madonna canta – agora sem um cenário ou figurino específico – os hits “Holiday” e “Music”, levando o público às alturas no quesito ‘satisfação’. É o momento em que todos dançam e cantam junto da rainha do pop, que brinca com efeitos de iluminação e com chuva de papel laminado picado. Este trecho sim é absolutamente memorável.

O DVD tem cerca de 105 minutos e traz o show realizado por Madonna em sua cidade natal, Detroit. Portanto, é perfeitamente comum ver, durante todo o decorrer do espetáculo, cartazes do público aclamando a volta da rainha do pop para a sua cidade de origem. Além disso, o DVD traz também uma galeria de fotos interessantes. Vale a pena ter um exemplar desse show na coleção pessoal de DVDs.

*Fotos retiradas dos sites Amazon, Beautiful Madonna e American Photo.

domingo, dezembro 11, 2005

 

“ Eu quero muito mais amor pra você...”


A história da banda começou em 1998, quando os colegas de escola Zeider, Fernandinho e Samambaia começaram a tovar covers de Bob Marley, na Feira da Vila Madalena, em São Paulo. Após essa apresentação os outros três integrantes que irriam formar a família Planta e Raiz se juntaram à banda, Franja, Cuio, e Juliano. Em 1999, o grupo começou a tocar em bares, casas noturnas, na capital e no litoral paulista, já apresentando as primeiras composições próprias, que integraram ao repertório, constituído até então por covers de Bob Marley, Gilberto Gil, Edson Gomes, entre outros.

O primeiro trabalho da banda Planta e Raíz foi lançado em um CD single “A planta que brota da terra”, em 2001, com as músicas “Com certeza graças a Deus”, “planta que brota da terra”, “aquele lugar” e “500 anos”. As músicas foram reagravadas no primeiro CD da banda, “Esse é o remédio” com o selo Indie Records,lançado em 2002, aconteceu após a parceria com o produtor musical Kiko Tumpinambá. O CD foi o marco para a banda se tornar conhecida entre o público que curte a Positive Vibration e fez músicas como “Com certeza” se tornarem hino entre a galera, e assim a banda se firmou entre os principais nomes do reggae nacional. Também nesse ano, o grupo recebeu o Prêmio Qualidade Brasil, atribuído pelo International Quality Service, como banda que mais se destacou no meio artístico musical. O segundo CD oficial da banda, lançado em 2004,”De cara pro Mundo” trouxe uma mensagem maior de paz, as músicas falavam de ações e mandamentos da Palavra, influenciadas pela participação da banda na igreja evangélica “Bola de Neve”, que em suas pregações tem uma linguagem mais jovem, tanto que até o altar dos templos tem uma prancha de surf. Além disso, neste CD a banda reagravou um grande sucesso dos anos 80, da banda Blitz “A dois passos do paraíso”, na releitura roots. Agora a banda acabou de gravar o sue novo CD/DVD ao vivo, com a participação especial de Chorão, Charlie Brown Jr., que dividiu os vocais com Zeider na música título do novo trabalho “Gueto do universo”, além do vocalista e skatista, o CD conta ainda com as participações de Evandro Mesquita, Rappin Hood e Rick Bonadio.


No próximo domingo, 18 de dezembro, o público regueiro de Maringá poderá conferir das novas músicas na apresentação da banda, que não aparece por aqui desde o verão passado. Estamos ansiosos....

*Texto de Tatiane Salvático.

sábado, dezembro 03, 2005

 

Tocados pela mão de Deus...

Uma espécie de timeline da banda New Order:



Depois da morte do vocalista do Joy Division, Ian Curtis, os remanescentes da banda Peter Hook, Stephen Morris e Bernard Sumner resolvem fazer uma nova estréia, usando o nome de New Order. Com algumas apresentações frustradas feitas pelo Estados Unidos, o trio inglês inicia as gravações de um novo álbum. Para completar a banda a namorada de Morris, Gillian Gilbert é chamada para ser tecladista. Em maio de 1981 lançam o primeiro single do New Order, intitulado Ceremony. No lado B do compacto está “In a lonely place”. Tanto a faixa-título como a do lado B foram compostas ainda como Joy Division.

Para estreiar de vez como New Order, “Movement” é lançado em outubro de 81 como primeiro álbum do grupo. Para divulgar o disco, a banda realiza uma série de shows que prossegue por seis meses.

Em maio de 1982, o single “Temptation” é lançando na Inglaterra. De acordo com o tempo, New Order começa a ter uma aceitação do público e os seus singles são obrigatórios nas rádios. Durante o resto do ano, o grupo continua com as apresentações ao vivo em shows e programas de rádio e TV. No final de 82, começam a gravar mais um álbum.

No início de 83, o single “Blue Monday” é lançado e chega ao topo da parada americana. O álbum “Power, corruption & lies” torna-se um grande sucesso nas paradas do Japão, Austrália e até no Brasil. Para divulgação do novo álbum, a banda faz uma turnê pela Europa e Estados Unidos. O single “Confusion” é produzido e remixado pelo DJ americano Arthur Baker e lançando em julho.

Com todo o sucesso, a banda entra em estúdio mais uma vez e lança em maio de 84, o single “Thieves Like Us” que faz parte da trilha sonora do filme A garota de rosa shocking. Tendo dificuldades técnicas, o grupo resolve lançar o novo álbum no próximo ano.


O quarto álbum é lançado em setembro de 1986 e é intitulado “Brotherhood”. Neste disco está a famosíssima, “Bizarre Love Triangle” que até hoje é considerado um mega-hit. Na época, essa música foi um sucesso imediato e tocou durante um bom tempo nas pistas de dança e rádios de todo mundo. Mais uma vez o grupo entra em turnê pela América.

Em 1987, o grupo resolve fazer uma releitura dos discos anteriores e lança o álbum duplo, “Substance”. A coletânea possui os grandes hits como Blue Monday, Confusion, Thieves Like Us, The perfect Kiss, Subculture, Shellshock, Bizarre Love Triangle, True Faith (que é inédito no álbum). O grupo recebe o primeiro disco de platina, após a venda de mais de um milhão de cópias. Juntamente com Echo & The Bunnymen e Gene Loves Jezebel, New Order parte para mais uma turnê pela América.

Após o descanso de um ano, o grupo volta em março de 89 com uma nova versão para “Blue Monday” que é remixada e produzida pelo ícone da black music, Quincy Jones. Em novembro, o grupo faz uma série de shows no Brasil (seis no total). A banda passou pelo Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre.

Technique é lançando em 89 e é considerado até hoje como a obra-prima da banda. Chegando ao topo das paradas inglesa e americana, o disco ainda traz os hits “Round & round”, ”Dream attack”, “Run” e “Fine time”. Depois de três anos, a rádio BBC lança o “1 Live in Concert” que contém hits como “True Faith”, Your Silent Face, “The perfect kiss”, entre outros clássicos da banda.

O single “Regret” é lançado em 1993 e estoura nas rádios de diversas partes do mundo. Depois de várias discussões durante as turnês, os quatro integrantes resolvem dar um tempo e dedicam-se em suas respectivas carreiras-solo.

Em novembro de 1994 são lançados duas versões do “(The best of) New Order”. A primeira versão é para o mercado europeu e a outra para o americano. De acordo com a banda, a gravadora atrapalhou a seleção das faixas. No mesmo ano, o grupo lança o documentário “New Order Story” que conta a trajetória da banda desde os tempos do Warsaw/ Joy Division. Também reúne entrevistas, vídeo-clipes e depoimentos.

Em 1998, após cinco anos afastados, os integrantes do New Order voltam a fazer shows pela Inglaterra. O retorno acontece na cidade-natal do grupo, em Manchester no dia 16 de julho de 98. Para inovar são acrescentadas várias músicas do Joy Division na setlist do New Order.


No final de 2000, a banda entra em estúdio e grava a primeira faixa inédita, “Brutal” que é lançada na trilha sonora do filme “A praia”. Em julho de 2001, o single Crystal é lançado e permanece cinco semanas consecutivas na parada britânica. No mesmo mês, New Order volta a apresentar, porém sem a tecladista Gilly que pede afastamento para cuidar de sua filha Grace.

Em 2001 “Get Ready” é lançado e vem com participações de outros artistas.
No começo de 2005, a banda lança o álbum “Waiting for the sirens call”. O primeiro single foi “Krafty”. Adivinha? A banda está em turnê pela América para lançar esse disco, que foi lançado no Brasil recentemente.


Seja como Joy Division ou New Order, a música é de qualidade.

*Foto retirada do site New Order Online

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