sábado, março 25, 2006

 

Batuque natural...

Se o único barulho que você sabe fazer com seu corpo é bocejar na aula, bater palmas no aniversário do seu sobrinho e assobiar para as menininhas na rua, está na hora de conhecer o Barbatuques.

Apesar de parecer quase impossível sair algum som agradável do nosso corpo, fazemos percussão corporal desde o dia que nos conhecemos por gente. O bater do coração, a mão batucando um ritmo, soldados marchando... Nós naturalmente fazemos sons com o corpo, a diferença é que poucos sabem explorar este talento natural. O músico Fernando Barba “brinca de batucar” desde 1988, mas somente em 1991, quando ele entrou no curso de música popular da Unicamp, é que a brincadeira virou pesquisa. Lá, Barba aprofundou seus estudos de rítmica e em 1996, fundou o grupo de percursão corporal Barbatuques.

A partir daí, o Barbatuques não parou de crescer. Lançou seu primeiro CD, “Corpo do Som” em julho de 2002. Esse trabalho é uma mistura de instrumentos, voz e percursão corporal em que Barba e seus companheiros puderam improvisar e experimentar. Em 2003 o Barbatuques foi selecionado para participar do Midem, maior evento da indústria fonográfica mundial, realizado na cidade de Cannes, na França. Lá, o grupo recebeu ótimas criticas do público e da imprensa que ficaram surpreendidos com a proposta inovadora e com a qualidade musical.

Todo esse esforço pode ser notado no novo CD “O Seguinte é Esse”, lançado no final do ano passado pelo grupo. O ponto de partida para a composição do novo trabalho foi um retiro em um sítio no interior de São Paulo. Os componentes do grupo ficaram lá vários dias em gravações e pesquisas. O pesquisador de música corporal e músico Stênio Mendes orientou os recursos vocais e fonéticos, assim como os exercícios de improvisação coletiva. O novo trabalho é composto apenas por percursão corporal. A única fonte sonora não corporal é o berimbau de boca.

Atualmente o grupo dá oficinas de percursão em São Paulo. Os interessados podem acessar o site do grupo para ter mais informações ou para conhecer um pouquinho mais desse interessante grupo de percursão corporal brasileiro.

* Fotos retiradas dos sites Aol e Mondomix

sábado, março 11, 2006

 

O fenômeno que acabou na discussão de relações


A subida ao topo do sucesso foi rápida. A queda, por sua vez, mais rápida ainda. Durante os 7 anos em que estiveram juntas, as Spice Girls conseguiram colecionar e desagradar a incontável legião de fãs que conquistaram em muitos países. Como em um estalar de dedos, o que um dia foi um sonho do poder feminino, transformou-se em pesadelo em decorrência das intrigas internas do grupo. As Spice Girls foram também vítimas de um temor comum que acomete os famosos de primeira viagem: o desafio de perpetuar o sucesso para os trabalhos seguintes àquele que foi o responsável pelo gostinho inicial da fama.

O quinteto inglês era formado por Emma Bunton, Geri Haliwell, Melanie B., Melanie C. e Victoria Beckham. O mote gritado por elas era um só: a independência e poderes femininos. Nas canções, o grupo exaltava e questionava as atitudes masculinas de um modo bem humorado, em ritmos dançantes que logo caíram no gosto do público. No decorrer de toda carreira, três discos compreenderam a conquista da fama e a amargura do fracasso. São eles “Spice” (1997), “Spice World” (1998) e “Forever” (2000).

Tudo começou em 1993, quando o empresário Bob Herbert colocou um anúncio na revista inglesa “The Stage”, procurando garotas para compor um grupo musical. Entre as candidatas que apareceram, o empresário selecionou cinco delas, cada uma com estilos marcantes e diferentes. Assim, Herbert deu origem a um time de mulheres bem temperadas, como sugere o nome do quinteto, que, pouco tempo depois, tornaria-se sucesso absoluto na mídia.

Passado o período inicial de busca por uma gravadora, as Spice Girls lançaram seu primeiro álbum em 1997, intitulado “Spice”. O grupo agradou um público amplo e variado, que tinha uma faixa etária que variava entre os 10 e 30 anos de idade. Canções animadas como Wannabe, Say You’ll Be There e Who Do You Think You Are estiveram entre as 10 melhores da Inglaterra, fato este conquistado somente pelos Beatles, algumas décadas anteriores. Foi através de versos intimistas, como “eu perguntei, quem você pensa que é? Prove-me o quão bom você é”, da música Who Do You Think You Are, que o lema do poder feminino difundiu-se entre os fãs e tornou o grupo um fenômeno comercial.

A fama, no entanto, costuma gerar alguns desentendimentos. O segundo disco do grupo, “Spice World”, lançado em 1998, vendeu bem, mas não foi tão aclamado como o anterior. É nesse momento que, internamente, o quinteto passa a divergir em algumas idéias, o que resulta na saída de Geri Haliwell das Spice Girls. Mesmo assim, o disco rendeu os sucessos Spice Up Your Life, Stop, Too Much e Viva Forever. Visando a recuperação do pouco da fama que foi perdida, o grupo lançou um filme, também chamado “Spice World”, no qual cada integrante protagoniza o próprio papel dentro do agora quarteto. A crítica não deu chance e tirou-lhes mais ainda do prestígio que detinham.

“Forever” foi o terceiro e último disco lançado pelas Spice Girls. Foi também o tiro de clemência que faltava para dar fim ao grupo que não se entendia mais. Com músicas mal elaboradas, numa mudança de estilo que priorizou a incursão na música eletrônica – que era novidade na época -, o quarteto terminou sem o espírito juvenil que norteou o primeiro trabalho do grupo. Cada uma das integrantes se preocupava mais com a carreira solo, mantidas paralelamente às Spice Girls, do que com a produção e lançamento do terceiro trabalho.

O drama de adaptação e manutenção do sucesso foi também o principal motivo para a desintegração e desentendimentos dentro de outros grupos musicais. Em 2003, por exemplo, a banda americana Evanescence se assustou com a saída do baixista Ben Moody, que declarou não ter condições de lidar com a nova realidade que lhe foi imposta – a fama. Em 2005, as vítimas foram os integrantes da banda Blink 182, que se separaram por razões ainda não esclarecidas.

*Foto retirada do siteToywebb.

sábado, março 04, 2006

 

Funk do bom...


O Funk Como Le Gusta mistura diversas tendências como o groove, samba, soul e funk e, apesar do nome, é um grupo tipicamente brasileiro. Esse grupo, banda, ou “apenas uma roda de funk”, como eles mesmo se denominam é formado por 14 músicos divididos em 2 trompetistas, 2 saxofonistas e flautistas, 2 baixistas, 2 guitarristas, dois bateristas, 1 tecladista, 2 percusionistas e um dj e a maioria das músicas são instrumentais.

O Funk nasceu em 1998, na época com 12 músicos, e desde lá não parou de tocar. No final dos anos 90 as casas noturnas paulistas ficavam lotadas. O sucesso era tão grande que tornou-se invevitável a criação do primeiro cd “roda de funk”, lançado em 99. Esse sucesso se dá, entre outras coisas, pela ligação que o Funk Como Le Gusta tem com seu público e a improvisação em seus shows, que tornam as apresentações sempre diferentes, mesmo que com as mesmas músicas. E é devido a essa energia passada por eles no palco que os fãs de Funk Como Le Gusta sabem que um disco de plástico é muito pouco para definir a sensação indescritível de uma roda de funk.

Depois de seis anos, o Funk retorna ao estúdio para gravar o novo cd, que tem por nome as iniciais do grupo “FCLG”. Ao contrário do primeiro cd, esse incorpora elementos de outros estilos tais como o chorinho e a música eletrônica, mas sempre mantendo sua marca dançante, de ritmo forte e bem construído que não deixa seu público ficar parado. Além de tocarem muito bem, mais da metade dos componentes do grupo também canta, entre eles Reginaldo 16 que, ganhou o apelido por cantar uma das músicas mais famosas do Funk Como Le Gusta, a 16 toneladas e Paula Lima, que saiu da banda para gravar um disco solo em 2000 mas deixou sua marca registrada com diversas músicas como a “Meu guarda chuva”.


Mas aposto que você deve estar se perguntando: “ué, se esses caras são tão bons assim, como é que eu nunca ouvi falar neles?”. Pois é, caro amigo leitor, a questão é que ao contrário de outras bandas que procuram em primeiro lugar se promover e ganhar dinheiro, o Funk Como Le Gusta tem como paixão a música e prefere fazer rodas de funk com o público, chamado por eles de “amigos”, do que simplesmente cantar para centenas de pessoas em um show.

E o sucesso? Ah... Esse vem como consequência de um trabalho muito bem feito que o fiél público sabe reconhecer.


*Fotos retiradas dos sites BR Imagens Guia da Semana

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