sábado, fevereiro 11, 2006

 

O triângulo amoroso do Garbage


Demorou para chegar, mas chegou. Depois de quatro anos sem produzir nada, a banda norte-americana Garbage lançou “Bleed Like Me”, o quarto álbum de estúdio do grupo. O novo disco tratou de sair do experimentalismo eletrônico, embora não o tenha abandonado, valorizando a atuação de guitarras e baterias em canções de caráter político. Um estilo diferente do que foi vestido até então pelo Garbage.

A receita foi a seguinte: de um lado, os efeitos e as batidas eletrônicas da mesa de produção; do outro, as guitarras e baterias em completo êxtase. Por fim, juntaram a isso as letras engajadas, politicamente corretas e liberais, que então deram forma e vida a “Bleed Like Me”. Este é o Garbage buscando as raízes da união entre rock e eletrônico, originado na década de 90.

A faixa que abre disco, “Bad Boyfriend’, já é, de cara, uma das melhores de todo o álbum. Valorizando-se do rock mais pesado e intimista, a canção possui um refrão grudento e um som contagiante que anima qualquer pessoa. O mesmo efeito se repete em “Right Between The Eyes” e “Why Do You Love Me”, que lembram o Garbage de “Version 2.0” (segundo disco da banda).

A música que dá nome ao álbum, “Bleed Like Me” não atende à receita geral de todo o disco. Trata-se de uma canção mais calma, até mesmo chata em alguns instantes, o que, no final das contas, até tem uma finalidade: dar uma pausa na violência das guitarras. E não pára por aí não: o mesmo se repete – infelizmente – em “It’s All Over But The Crying” e “Happy Home”. Esta última, a mesmo memorável de todo o disco.

De resto, temos a fúria das guitarras e a pancadaria das bateras mescladas a batidas eletrônicas. Em alguns momentos do disco, há exageros nas doses dessa receita, resultando em canções não tão boas, como é o caso “Run Baby Run”, “Boys Wanna Fight” e “Why You Don’t Come Over”.

O maior engajamento político do Garbage aparece nas faixas “Metal Heart” e “Sex Is Not The Enemy”, ambas contrárias aos desmandos do governo Bush. A primeira é anti-bélica, fazendo referência à Guerra do Iraque; a segunda, por sua vez, inspira a favor do liberalismo, como o direito à união legal entre homossexuais nos Estados Unidos.

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