sábado, setembro 24, 2005
Graças ao Papa

Que tal rever os sucessos que fizeram de Madonna a cantora que ela é hoje? Falo daqueles sucessos antigos, de 20 anos atrás, quando ela costumava ser o símbolo de rebeldia na mídia da sociedade americana, e que, além de ser a favor da liberalização sexual da mulher, usava terços pendurados no pescoço para criticar a igreja católica e seus preceitos.
Para voltar no tempo, “The Immaculate Collection” é uma ótima compilação de todo este período inicial da carreira de Madonna. Este disco foi lançado em 1990, sete anos após Madonna se lançar no mercado fonográfico com o seu primeiro hit, “Holiday”. A coleção imaculada foi o álbum que gerou maior torpor e frisson na carreira da cantora, e foi também um dos mais bem sucedidos em vendas dentre todos os álbuns que lançou.
“The Immaculate Collection” compreende os maiores sucessos de Madonna em seus quatro primeiros discos – “Madonna”, “Like A Virgin”, “True Blue” e “Like A Prayer”. São 17 faixas no total, sendo que três delas eram inéditas em 1990 – “Vogue”, “Justify My Love” e ”Rescue Me”. E entre os compositores das canções, que resumem a fase inicial de Madonna neste álbum, estão Lenny Kravitz (“Justify My Love”), Patrick Leonard (“Like A Prayer”) e Sheep Pettibone (“Vogue”).
O disco é todo feito de destaques, uma vez que compreende, do começo ao fim, todos os grandes sucessos do início da carreira de Madonna. E dentre estes hits estão a despretensiosa “Holiday” abrindo o tracklist, a puritana “Like A Virgin”, a divertida “Material Girl”, a comportada “Live To Tell” e a infame “Like A Prayer”. Trata-se de uma coletânea digna do que aclamou Madonna como a rainha do pop mundial, garantindo-lhe um lugar ao sol.

Para este álbum, Madonna gravou dois videoclipes, sendo eles para as canções “Vogue” e “Justify My Love”. A primeira conquistou o público e as rádios pelo aspecto da fama que Madonna insistiu em realçar na canção. Menções a grandes nomes do mundo artístico, como Greta Garbo, Robert Capa e Marlon Brando, atribuíram à “Vogue” um senso de glamour esbanjado. Coisa claramente visível no videoclipe, rodado em preto-e-branco, que estabelece a fama e o sucesso como glórias de poucos. Poucos como Madonna.
“Justify My Love” apresentou-se absolutamente excitante. Uma canção na qual Madonna sussurra leves obscenidades, obtendo com isso grande êxito nas rádios mundiais. O videoclipe, também em preto-e-branco, mostra uma Madonna sensual, em relações de contatos físicos e sugestivos com outros homens. Um prato cheio para o que viria logo em seguida em sua carreira, em 1992, com o lançamento do álbum “Erotica”, do filme “Corpo Em Evidência” e do livro “Sex”.
Outro detalhe do disco que também chama muito a atenção é o seu encarte. As fotos não são lá muito interessantes, mas o texto escrito por Gene Sculatti revela a dimensão grandiosa que Madonna conquistou na década de 80. A introdução do texto diz muita coisa por si só: ““The Coolest Queen of White Head”... “An outrageous blend of Little Orphan Annie, Margaret Thatcher and Mãe West”... “Narcissistic, brazen, comic… the Goddess of Nineties…” And that’s just the tip of the iceberg of what’s been said about Madonna since she arrived in 1983”.
Melhor ainda é a dedicatória feita por Madonna na última página do encarte. “This álbum is dedicated to “The Pope”, my divine inspiration”.
*Fotos retiradas dos sites Madonna e Blog Livedoor.
Comments:
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A!!! nem falou do dvd do imaculate... show de bola... mostra a evolução da carreira dela nos clipes... desde a época "pobrinha e descabelada" até "ricaça e vulgar".
Madonna é a maior marketeira do mundo. Mesmo nessa fase "mão e kaballah" ... mesmo assim é impossivel não achar legal...
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Madonna é a maior marketeira do mundo. Mesmo nessa fase "mão e kaballah" ... mesmo assim é impossivel não achar legal...
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