sábado, outubro 15, 2005
“São tantas batalhas perdidas, em tantas intrigas verbais....”
O último Cd da banda maranhense Tribo de Jah, In Version, foi gravado nos Alpes suíços durante a turnê pela Europa. Na agenda, a Tribo se apresentou na praia mais badalada de Portugal, Albufeira, na região do Algarve português. Na Itália, participou do festival Rototom Sunsplash, em que o show foi filmado por uma equipe de tv italiana para possível lançamento no mercado local. No extremo leste da Itália ainda se presentaram na cidade de Trieste, em mais um festival, Samberfest, que reuniu desde crianças até os casais mais apaixonados.
A história da banda de São Luís, a “Jamaica brasileira”, iniciou-se na Escola de Cegos do Maranhão, onde se conheceram os quatro músicos cegos e um quinto músico com visão parcial (apenas em um olho). Os músicos começaram a desenvolver o gosto pela música improvisando instrumentos e descobrindo timbres e acordes. Posteriormente passaram a realizar shows nos bailes populares da capital e outras cidades do interior do estado fazendo covers de seresta, reggae e lambada. Foi neste momento que surgiu o radialista Fauzi Beydoun, nascido em São Paulo, filho de italianos com libaneses, que já havia morado quatro anos na Costa do Marfim (África), grande aficionado pela cultura reggae a qual era efervescente em São Luis nos anos 80, e que se tornou um fenômeno quase inexplicável nas terras brasileiras do Maranhão, invadindo inicialmente os guetos para depois tomar toda cidade. De forma independente a Tribo de Jah foi fazendo shows e divulgando seus discos, hoje conta com uma gravadora e uma distribuição a nível nacional. A Tribo deu a partida para difundir o seu reggae com suas mensagens de amor e paz, políticas sociais e divinas, as quais afastaram das grandes gravadoras, as rádios não tocavam, a TV tão pouco informava e os jornais faziam vistas grossas.
A banda composta por Fauzi Beydoun (, Vocalista, Compositor e Guitarra base), Frazão (Tecladista), Zé Orlando (Vocalista e percussão), Aquiles Rabelo (Baixista), João Rodrigues (Baterista), Neto (Guitarra-solo) interpreta suas próprias músicas, mas sempre conta com versões de grandes nomes do reggae mundial, como Bob Marley, em que os maranhenses transformaram War para Guerra, Santeria, do Sublime, que foi transformado em Uma onda que passou e eu não dropei e a nacional Azul, que ficou conhecida na voz de Tim Maia. Para muitos o som da Tribo de Jah está entre os melhores do reggae roots da atualidade, devido à interpretação dos músicos e as composições. O fato é que ao ouvir Tribo de Jah, principalmente sabendo da história da banda, qualquer um fica impressionado...
TEXTO DE TATIANE SALVÁTICO
A história da banda de São Luís, a “Jamaica brasileira”, iniciou-se na Escola de Cegos do Maranhão, onde se conheceram os quatro músicos cegos e um quinto músico com visão parcial (apenas em um olho). Os músicos começaram a desenvolver o gosto pela música improvisando instrumentos e descobrindo timbres e acordes. Posteriormente passaram a realizar shows nos bailes populares da capital e outras cidades do interior do estado fazendo covers de seresta, reggae e lambada. Foi neste momento que surgiu o radialista Fauzi Beydoun, nascido em São Paulo, filho de italianos com libaneses, que já havia morado quatro anos na Costa do Marfim (África), grande aficionado pela cultura reggae a qual era efervescente em São Luis nos anos 80, e que se tornou um fenômeno quase inexplicável nas terras brasileiras do Maranhão, invadindo inicialmente os guetos para depois tomar toda cidade. De forma independente a Tribo de Jah foi fazendo shows e divulgando seus discos, hoje conta com uma gravadora e uma distribuição a nível nacional. A Tribo deu a partida para difundir o seu reggae com suas mensagens de amor e paz, políticas sociais e divinas, as quais afastaram das grandes gravadoras, as rádios não tocavam, a TV tão pouco informava e os jornais faziam vistas grossas.
A banda composta por Fauzi Beydoun (, Vocalista, Compositor e Guitarra base), Frazão (Tecladista), Zé Orlando (Vocalista e percussão), Aquiles Rabelo (Baixista), João Rodrigues (Baterista), Neto (Guitarra-solo) interpreta suas próprias músicas, mas sempre conta com versões de grandes nomes do reggae mundial, como Bob Marley, em que os maranhenses transformaram War para Guerra, Santeria, do Sublime, que foi transformado em Uma onda que passou e eu não dropei e a nacional Azul, que ficou conhecida na voz de Tim Maia. Para muitos o som da Tribo de Jah está entre os melhores do reggae roots da atualidade, devido à interpretação dos músicos e as composições. O fato é que ao ouvir Tribo de Jah, principalmente sabendo da história da banda, qualquer um fica impressionado...
TEXTO DE TATIANE SALVÁTICO